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Plano de saúde para PJ: 6 dúvidas respondidas

6 dúvidas respondidas sobre plano de saúde para PJ.

O plano de saúde para PJ é o convênio médico contratado pelo CNPJ da empresa, e vale para todo tipo de pessoa jurídica, do MEI à grande corporação. Ele costuma custar menos que o plano individual, permite incluir dependentes e, nos contratos com 30 ou mais vidas, tem isenção de carência garantida pela regulação. A seguir, as respostas às 6 dúvidas mais comuns de quem está avaliando essa contratação, incluindo um fator de preço que quase ninguém considera: o endereço da empresa.

1. Por que contratar um plano de saúde para CNPJ?

Três motivos puxam a decisão:

  • Custo: por ser uma contratação coletiva, o risco (e o preço por pessoa) é diluído entre os beneficiários, o que em geral torna o plano PJ mais barato que um plano individual equivalente
  • Pessoas: como lembra o Sebrae, oferecer bons benefícios ajuda a atrair e reter profissionais talentosos; para quem tem equipe, o convênio é dos benefícios mais valorizados
  • Família: os contratos empresariais permitem incluir dependentes, estendendo a proteção para além do titular

E há a vantagem regulatória que poucos conhecem: nos planos coletivos empresariais com 30 ou mais beneficiários, a operadora não pode exigir carência de quem entra na contratação inicial (ou no prazo de adesão). Em grupos menores, as carências existem, mas costumam ser reduzidas nas negociações.

2. Quais tipos de PJ podem contratar plano de saúde empresarial?

Todos: MEI, ME, EPP, LTDA, SLU e grandes empresas. O essencial é ter o CNPJ ativo e regular, sem pendências cadastrais, e atender aos requisitos da operadora escolhida. Para o MEI, o mercado tem produtos específicos, geralmente exigindo o CCMEI e a comprovação de atividade.

3. Quem pode ser incluído no convênio médico da empresa?

Além dos sócios e colaboradores, os dependentes, e aqui as regras variam por operadora e contrato: algumas aceitam apenas cônjuge, filhos e enteados; outras estendem a parentes de segundo grau. O desenho exato (quem entra, com qual documentação) é definido no acordo entre a empresa e a operadora ou corretora. Antes de assinar, confirme se as pessoas que você quer proteger se enquadram nas regras de dependência do contrato.

4. Quais as exigências para contratar com CNPJ?

Os requisitos variam por operadora, mas os mais comuns no mercado são:

  • CNPJ ativo, com atenção à regra de tempo: para o empresário individual (categoria que inclui o MEI), a ANS exige o mínimo de 6 meses de inscrição e regularidade cadastral na Receita para contratar o plano coletivo empresarial, com recomprovação anual no aniversário do contrato (RN 432/2017). Para as demais naturezas, como LTDA e SLU, não há mínimo regulatório: a régua é da operadora, e muitas aceitam empresas recém-abertas
  • Número mínimo de vidas, em geral a partir de 2 beneficiários entre titulares e dependentes, com opções específicas para MEI com menos vidas
  • Regularidade cadastral da empresa, sem pendências que travem a análise

Se a sua empresa é nova ou pequena, não desista no primeiro “não”: as réguas mudam bastante de uma operadora para outra.

5. Como escolher um plano de saúde para PJ?

Os critérios que separam uma boa contratação de uma dor de cabeça:

  • Rede credenciada: confira se há hospitais e especialistas de referência perto de onde as pessoas do plano de fato moram e trabalham
  • Reputação na ANS: a Agência Nacional de Saúde Suplementar avalia as operadoras anualmente; consulte os índices no portal antes de decidir
  • Regra de reajuste: o teto de reajuste da ANS vale apenas para planos individuais; nos coletivos empresariais, o reajuste é definido em negociação, e contratos com menos de 30 vidas entram no agrupamento de contratos da operadora, com percentual único para o pool. Pergunte como o reajuste é calculado antes de assinar
  • Coparticipação: planos com coparticipação têm mensalidade menor e cobram por uso; avalie o perfil de utilização do grupo
  • Abrangência: cobertura nacional, estadual, municipal ou regional, conforme onde as pessoas circulam
  • Necessidades específicas: tratamentos em andamento e especialidades críticas do grupo precisam estar cobertos
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6. Como deixar o plano de saúde mais barato?

Além de negociar coparticipação e abrangência, existe uma alavanca que quase ninguém olha: o endereço da empresa.

Planos com abrangência regional ou municipal são precificados pela área de atuação, que é definida a partir do endereço do CNPJ contratante. Empresa sediada fora dos grandes centros pode pagar mais caro para acessar redes credenciadas dessas regiões, ou nem ter acesso a determinados produtos.

É aqui que o escritório virtual entra na conta: com um endereço fiscal em um grande centro empresarial, sua empresa passa a se enquadrar nos produtos e nas redes daquela região, podendo contratar planos regionais mais competitivos. No Meu Escritório Virtual, os endereços partem de R$ 20 por mês (comercial) e R$ 50 por mês (fiscal, para a sede do CNPJ), um custo que a economia mensal do plano pode pagar sozinha.

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